[Português] Semana de 30 de Agosto a 5 de Setembro

Semana onde é preferível escolher a manhã à tarde, onde é mais gentil aceitar do que negar, onde o passado apenas nos atormenta e não nos deixa ver as pequenas delícias do presente. Semana onde as nossas escolhas definem-se entre manter o ressentimento, o tormento, a injustiça e a frustração, versus a gentileza ao oposto, o sorriso ao estranho, a curiosidade por novos caminhos e a simpatia pela tolerância. Dias em que ganhamos mais incorporando os diferentes do que resistindo e marginalizando em nome da unidade. Às vezes a unidade possui idiomas diferentes, mas tudo é atravessado pelo mesmo sentimento que não é necessariamente a nossa preferência. Não perdemos, mas sim percebemos que entre opostos somamos. Semana para aceitar notas negativas como motivação para ser mais criativo. A angústia pela falta aumenta a carência. A criatividade e a ousadia começam a florescer, às vezes por necessidade, às vezes por evasão. Semana para decidir associar-se ou ter aliados, pois sozinhos não chegaremos a lugar nenhum. Semana para dar o primeiro passo. Abraçar, decidir, aceitar e motivar os que veem para trás, pois são dias de aparente calma que levam a ações concretas.

No plano material e dinheiro

Semana para aceitar as condições de um contrato, de uma parceria, de uma aliança, apesar de não sentir aquela confiança. E não porque seja conveniente, mas porque não exploramos os opostos. Há sempre saídas para cada labirinto. E é uma semana onde há reais intenções de criar abundância com a soma das diferenças, seja em diferentes atividades, com diferentes aliados ou com a aceitação de que as nossas crenças precisam de diferentes pontos de vista para alimentarem-se da visão e da experiência. O dinheiro está perto e não encontra a nossa casa, a nossa porta, o nosso bolso, porque não demonstramos interesse nem ambição. A riqueza só faz amizade com aqueles que estão dispostos e desejam ser abundantes. A vitimização e a pobreza são uma atitude que nos engana com promessas do passado que já sabemos que são uma grande mentira. Atitude de abundância para que o dinheiro bata à nossa porta.

No plano sentimental

Semana para dar o primeiro passo em tudo. Ninguém fala com quem está em silêncio. Ninguém nos dá o que não pedimos. Ninguém faz amizade com quem se esconde. Talvez tenhamos cometido o erro de não cuidar das nossas amizades, de não valorizar o relacionamento, de esperar que o outro tome a iniciativa. Chega a hora de fazer ou não fazer, sabendo que ninguém mais fará por nós. Semana para ter ousadia no sentimento. Sentir e permitir sentir são a mais pura honestidade que esta semana floresce com muita dedicação. Porque negamos o que sentimos? Porque acreditamos que ser uma boa pessoa é manter a boa aparência. Ninguém se preocupa com nosso lado decente ou elegante. A única coisa que importa é que os nossos sentimentos sejam sinceros e tenham propósitos claros e honestos. Semana para sermos quem dizemos claramente o que sentimos. Semana de confissões, das que fazem corar, das que envergonham. Quem se importa.

No plano espiritual

Semana para saber que nem sempre estamos na melhor posição e que nem sempre temos razão. Semana para ceder à evidência da realidade. Ser sinceros no ato de não termos feito nada para mudar as condições presentes faz-nos cientes de que são momentos excelentes para decidir de uma vez o que é benéfico para a nossa vida. Vamos arrepender-nos de sonhos vagos e falsos. Mas é uma questão de decidir viver de uma determinada maneira, de determinar como queremos ser e de viver assim. Ao invés de desmaiar e entristecer com a realidade robusta, é melhor prestar atenção ao que nos motiva, acalma e da alegria. Porque a vida espiritual, aquela cheia de sentido, muitas vezes não está nas missões ou no trabalho que a vida exige de nós, mas na calma e na valorização do que é importante, e estamos a entender que muitas vezes o trabalho é o menos importante. Semana para sentir a bênção naquilo que nos dá paz, nos dá amizade, nos oferece compreensão amorosa. Longe do que nos impomos como obrigação, que os conflitos fiquem com os conflituosos, porque a nossa vida, a nossa verdadeira vida não vive na ordem que exigimos, mas na imensa calma e satisfação de saber que somos profundamente saudáveis, abundantes, abençoada e, acima de tudo, divina.

fernandoconfianza-1

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