[Português] Semana de 29 de Março a 4 de Abril

Semana para ter uma opinião sobre tudo o que nos rodeia. Ter uma opção de vida faz-nos tomar uma decisão e um caminho possível. Não saber opinar, não querer opinar ou não ter escolha, faz com que a nossa vida só veja defeitos e o sentimento de insatisfação faz parte do nosso dia a dia. Podemos habituar-nos com esse pessimismo permanente, mas os que estão á nossa volta pode cansar-se da nossa ambivalência, da nossa raiva e da nossa leveza. Respeito e poder pessoal conquistam-se com opinião e postura determinada em relação a cada detalhe que enfrentamos. Porque não nos valorizam? Porque não nos respeitam? Porque possivelmente não dizemos com elegância o que pensamos, ou não queremos ter uma opinião por medo de errar, ou porque não sabemos decidir na vida entre todas as opções. Ter escolha não significa discutir com todos, mas demarcar a fronteira do que acreditamos naquilo que não acreditamos, e com muito respeito aceitar que o outro ficou do lado de lá, sabendo que podemos conviver com diferentes opiniões, valores, significados e visões distintas. Neste ponto, é uma semana em que o poder do mal quer que discutamos, que caiamos na violência dos opostos. Todo poder maligno aproveita-se da desordem, da fúria social, da decadência para ganhar força e tornar-se poderoso. Todo líder raivoso e crítico malicioso, procura apenas enfurecer o público para permanecer como líder, provavelmente por não ter opinião ou capacidade de propor iniciativas para o bem comum. Toda autoridade enfurecida fala apenas da sua ignorância e frustração. E são dias em que cada líder mostra a sua essência, e veremos a diferença entre quem tem ideias e projetos, quem só tem guerra e caos para ficar mais um dia no jogo do poder. Esta semana, tenhamos cuidado com a tentação de perder o controle, defendendo-nos do que nos irrita ou parece contrário às nossas crenças. São dias em que temos vontade de destruir aqueles que pensam diferente, aqueles que não partilham dos nossos gostos, aqueles que vão para um lugar diferente daquele que planeamos. Talvez nada esteja errado ou certo, mas o complemento é feito de opostos, o sabor da variedade e a totalidade das diferenças. A questão é saber que dentro de nós estamos em paz com as diferenças, com a tolerância, com a compreensão pelo outro que também nos olha com compaixão.

No plano material e econômico

Semana em que é grande a tentação de tirar proveito de uma situação em que temos que agir indevidamente. Nem todos os caminhos são válidos porque aceitamos viver em comunidade, e há princípios de convivência onde a oportunidade pessoal está abaixo do bem comum. Semana de trapaças e enganos, de falsas promessas, para obter com rapidez e vantagem o que procuramos. Cuidemos da nossa integridade diante das nossas próprias tentações e daqueles que veem a nossa inocência. A ordem social é polarizada e a guerra de opostos traz ganhos. Semana de confusão com dinheiro, de perdas, de pequenos extravios e, acima de tudo, de decepções que trazem consequências. Semana de falta de compromissos onde a nossa ética e os nossos valores devem propor honestidade e seriedade a quem procura o ridículo e a decepção.

No plano sentimental

Semana em que a raiva pelas diferenças fala apenas da fragilidade pessoal que carregamos dentro de nós. Estes são dias em que não toleramos a maneira como a outra pessoa expressa os seus sentimentos. Estamos em dias em que esperamos demais e as nossas expectativas aumentam a nossa frustração. Atenção com confundir o amor com a semelhança de objetivos e percepções de vida. Amar não é concordar. Amar é aceitar o outro, admirar e desfrutar o que podemos partilhar. Mas não temos que dividir tudo ou ser iguais, porque isso faz-nos perder a admiração. Amar é saber que se tem e que o outro se sustenta no seu amor, nas suas opiniões e na sua maneira de ver a vida. Amar é decidir amar ou não amar alguém que não mudará por nós.

No plano espiritual

Semana de dúvidas existenciais, colocando absurdamente à prova o mundo divino e o invisível. A fé passa por relutância e decepção devido à falta de fé em nós mesmos. Estamos cansados ​​e possivelmente o nosso esgotamento deve-se a ainda esperar para reconhecer o passado no presente. O passado não vai voltar ou o que sabemos que vai acontecer. A realidade está a impor novos caminhos em todos os planos da vida. E, principalmente, no mundo emocional e divino. A energia do universo oferece-nos novos caminhos, novas divindades, novos critérios para viver em paz. Mas a nossa paz rotineira e os nossos desejos obstinados estão a desaparecer em face da oposição do futuro do trânsito humano. Semana para aceitar-nos e aceitar. Entregar-se decididamente ao desconhecido presente para reconstruir a nossa própria Fé pessoal, aquela que não precisa de Livro ou Dogma. Só por amor a nós e a tudo, reconstrói o ritual de te sentires amado e parte de um infinito que faz sentido. A oração conforta-nos e dá-nos vida. Mas a oração de gratidão restaura o nosso otimismo, porque a oração de pedir só aumenta a nossa tristeza e arrependimento. Procuramos uma Fé mais própria, interior, mais infinita, e só no “obrigado” está a serenidade, a tranquilidade e a visão dos nossos novos amanhãs.

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