[Português] Semana de 1 a 7 de Março

Março está a chegar com uma energia diferente. Sentimos que o tempo acomoda as nossas coisas, e embora a reflexão que temos feito traga descobertas e detalhes que fazem-nos sentir maturidade, há questões que precisam da nossa importância. Encontrado o estado das nossas ideias, é hora de ativar, de iniciar, de fazer a estreia das nossas virtudes e talentos, dos nossos novos projetos, das nossas habilidades com grande tenacidade. Constância e dedicação, mas acima de tudo veemência e concentração no que viemos fazer nestes tempos. Significa também um período para destruir empreendimentos que não deram frutos, e para sentir que as ilusões de quem também sente que chegou o dia em que o que não floresceu acabará. Mas isso não é uma má notícia, mas é uma liberação para nos encher dessa confiança com alguma picardia para começar o que nos enche de entusiasmo e ambição. Precisamos imaginar como seremos no final da estrada. Não se pode iniciar um processo de transformação com a clareza de ter que mudar se não houver um sonho bem definido, porque ninguém salta no vazio, mas saltamos para o reconhecimento dos nossos sonhos na realidade. Se não o sonhamos, não saberemos como reconhecê-lo. Se não te sonhaste na plenitude, na serenidade interior, na satisfação, na realização, nunca serás capaz de determinar que estás perto ou longe daquilo a que aspiras. Primeiro sonhas, depois cada passo é comemorado. E é uma semana para comemorar o início de algo grande que começamos com vontade e tenacidade.

No plano material e econômico

Semana para começar com algumas notícias que nos atormentam, porque significam o fim de uma parte de nossa estabilidade. Sentimo-nos obrigados a fazer um balanço rápido do que temos e do que não temos à nossa volta. E sem arrependimentos, teremos que construir um plano com o que está disponível. O dinheiro não passa por crise, mas sim pela forma como o ganhamos. E precisaremos adaptar rapidamente nosso presente. Possivelmente nos damos conta de que flutuamos nos dias anteriores sem amarrar o que é conveniente. Procuremos não nos punir, antes ativar-nos, agora, com grande força naquilo que nos motiva e nos incentiva, sonhando grande, com abundância para que nunca falte, e talvez nunca acabe.

No plano emocional e sentimental

Semana para fazer e receber as perguntas-chave num relacionamento. Apressadas ou não, as perguntas obrigam-nos a compromissos que tocam nos nossos alicerces. Possivelmente arriscamos positivamente se desejas realmente sentir e transmitir sentimentos. Não há mais emoções sentimentais sem dar algo em troca. E vai parecer muito, mas é o preço que temos que aceitar ou não para decidirmos juntar algo ou alguém na vida de admiração e paixão. Possivelmente, é uma semana para falar de um casal, e não de uma família, porque a família está aí nas suas várias versões. Mas esquecemos o casal, que mais uma vez resplandece ou define o seu presente e futuro. Talvez conversas decisivas do tipo tudo ou nada. Lembramos que tu não podes dar o que não tens e, portanto, começamos acalmando a nossa própria relação connosco que, hoje em dia, estamos desordenados. Ordenar a casa, a caixa dos nossos assuntos, é o começo para podermos ordenar o nosso coração. E para amarmos e ser amados, vamos abrir espaço onde antes era ocupado por uma energia que hoje não existe. Decide, nada pela metade. Decide sobre tudo ou nada.

No plano espiritual

Semana para cuidar de quem observa o nosso trabalho, a nossa vida, a nossa decoração, os nossos rituais e a nossa forma de compreender o presente e o horizonte. Nesta semana, aprendemos a diferença entre inspirar outros e roubar descaradamente os nossos. E quero dizer que a nossa vida, talvez ainda sem consciência de todo o potencial que tem, influencia outras pessoas. Quem nos influencia? Quem nos inspira? Onde nos alimentamos do que alimenta a alma? Semana em que nos copiam e despertam aquele sentimento de pouca raiva por sentir que ficamos em sentidos que não permitimos evoluir. Inconscientemente, nos apaixonamos pela ideia de que tudo voltará como antes, ou que continuará como o conhecemos. Nas nossas repetições vive um amor que precisa evoluir e possivelmente na repetição está a aprender a lição de não copiar a atitude de quem ainda não superou. Crescemos e não precisamos repetir a experiência para sentir amor ou paixão novamente. Amadurecemos. Agora, é hora dos nossos pensamentos e sentimentos, da nossa Fé e das nossas crenças abordarem leituras, inspirações, documentários e experiências de pessoas influentes que nos nutrem novamente com o que nos permitiu entender que somos maduros. Semana para que na nossa relação íntima connosco, saibamos que conversas enriquecedoras, encontros com quem sabe questionar ou revelar ideias, alguns livros de fotografias, algumas revistas, algumas experiências humanas transcendentes de quem não se importa com o que dirão, são a nossa fonte mais rica de informação e motivação. A alma pede renovação porque depois nos pedirá definições de Fé e Ser. Pobre daquele que responde a partir do “fazer”. O Grande Espírito não precisa saber o que fazemos da vida, mas sim ouvir o que sonhamos, o que nos inspira, o que nos move com o grande coração. Vamos perceber durante esses dias, quando paramos de fazer, quando paramos de acreditar que o fazer está construído. Lembremos que o mais espiritual vive num sonho e não numa obra.

fernandoconfianza-1

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