[Português] Semana de 9 a 15 de Novembro

Semana para lembrar a paciência e empatia de considerar o outro no seu conforto de viver bem, pois esta é uma semana em que ficamos irritados e pouco tolerantes, e as nossas queixas e frustrações afectam a vida dos outros. Quem está á nossa volta, quem trabalha connosco e quem troca produtos e serviços, percebe nossa irritação e afasta-se de nós. É um período de alertas para romper ou não os laços dos bons costumes e de formas que nos conduzam a novos entendimentos. A tentação de não perceber por motivos de ansiedade, intolerância e raiva acumulada é muito alta. E não estou a dizer que devemos guardar as nossas verdades para contê-las novamente, estou a dizer que devemos expor as nossas razões e excepções com a disposição de pedir permissão e explicar com calma o que nos acontece. A paz começa em casa e, portanto, não importa o quanto reivindiques para o mundo cruel que nos cerca de vez em quando, todas as contribuições individuais de boa vontade fazem mágica global. A paz começa nos teus pensamentos, não de vingança ou injustiça, mas de acordos e equilíbrios, principalmente de compreensão amorosa.

No mundo material

É uma semana para cuidar dos interesses pessoais e das equipas que constituímos, cuidar das nossas poupanças e das nossas vendas. Ambições pessoais, revanchismo e diferenças intolerantes fazem da vingança e do desconforto do outro, um troféu e o prazer pleno de satisfação de quem carrega a raiva dentro de si. Há tanta frustração e ansiedade nas pessoas que o acto de levantar a voz e ficar com raiva dá a possibilidade de ver o outro desistir, abrandar e desmoronar, sentindo que a raiva dá prazer e um sentido de importância. Os interesses comerciais, trabalhistas e organizacionais saem do controle quando governados pela pretensão de poder e sentimento de necessidade. Que triste o espectáculo de ver a necessidade de ser importante apenas para sentir que isso amedronta, ameaça e cria orgulho. Semana para deixar gritar os que gritam, a raiva aos raivosos e fazer o escândalo que a tua frustração pessoal te obriga a fazer. Mas também, uma semana para cuidar dos teus interesses, para mantê-los longe de quem quer tirar o que não é deles.

No nível emocional

Semana para incentivar o amor e a paixão. Semana para encontrar nos sentimentos a maneira de lidar com todas as nossas frustrações pessoais. Nada como dar e sentir um bom carinho. É preciso maturidade para superar as diferenças em nome de sentimentos de coragem.

Além disso, uma semana para te sentires impulsionado pelos pólos opostos para estar junto de quem só há tentação, esquecendo-te do próprio amor. A ansiedade cria caprichos cegos dos quais nos arrependeremos mais tarde. O desejo descontrolado de algo indescritível força a injustiça, o engano, a traição, a deslealdade nas amizades e os sentimentos de amor, e nada mais é do que a pouca maturidade de não expores as tuas verdadeiras paixões com as quais já tens compromissos de amor e amizade. Semana em que a falta de habilidade nos expõe ao que não é permitido.

No plano espiritual

Semana de lacunas e diálogos internos que só criam mais suposições do que conclusões. Queremos estar certos e ser ouvidos. Queremos pertencer, queremos ser considerados em algum plano ou associação, queremos ser os primeiros, queremos vencer. Semana para devolver nosso ímpeto às paixões baixas e dedicações para esquecer o sentido profundo da vida e o teu caminho para o bem-estar. É uma semana em que esquecemos o processo profundo que vivemos e abandonamos todo aprendizado emocional e consciente, substituindo aprendizado por rompimento de acordos. A lei faz ameaças porque somos tentados a ultrapassar certos limites legais que quebram o equilíbrio. As leis não foram feitas para infringi-las, mas para entender que o bem comum é, em última instância, o bem pessoal, sem excepções. As discussões sobre possíveis éticas e o que pode ou não ser feito levam-nos a abandonar a gentileza e os sentimentos emocionais tão necessários neste final de ano. Há um apelo da autoridade à ordem, algo que a tentação de rebelar é grande, porque a frustração e a ansiedade, não apenas causadas pela pandemia, deixam-nos nervosos. O ressentimento é extinto carinhosamente. A inquietação acalma-se com jogos. O ódio apaga-se com a paixão. O sentimento de punição para aqueles que não concordam connosco é conduzido com uma compreensão amorosa da oração, meditação e desportes. Mas toda a intolerância, cansaço, injustiças e rebeldia ao “não aguento mais isto”, apazigua-se voltando ao amor, mas ao amor verdadeiro, o das essências que tens com os teus parentes mais próximos, com os teus amigos leais e que Eles te fazem rir e acima de tudo, com quem tens a confiança para compreender e ser compreendido. Esta semana, a espiritualidade está na sensibilidade da boa companhia de quem só deseja o bem para nós.

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