[Português] Semana de 30 de Março a 5 de Abril

Semana em que entendemos que nos alimentamos do medo da incerteza, e não de momentos de confiança. Foi tanto o frenesim a coletar “eu quero mais”, “eu preciso de ter” ou “a segurança é o que é estável”, que compreendemos que estão a chegar tempos de abstinência e labirintos. Bem, pelo menos é assim que um lado da cabeça pensa que tudo o que é desconhecido está manchado de desconfiança. E pelo contrário, porque somente no novo e no desconhecido acontecem as evoluções, revoluções, invenções e transformações de muitos dos detalhes da nossa vida. Declaro firmemente: estamos a caminhar para onde seremos diferentes, internamente e possivelmente no que nos rodeia e coexiste diariamente. E neste presente, está no meio do sofrimento de alguns e no confinamento de outros. Somos forçados, não por punição, mas por necessidade evolutiva, a pensar de maneira diferente nos detalhes do que consideramos normal, a olhar para aqueles que já decoram a palavra como era anteriormente e para outros que já estão a pintar com novas cores o caminho.

Na verdade, esta semana, aceitamos que tudo é postergável e que os tempos de espera estão a chegar em todos os assuntos. Compreendemos que o tempo é supérfluo e não é para perdê-lo, mas para criá-lo. Isso não significa que são dias em que não teremos actividades ou tarefas a realizar, mas sim que teremos de entender que, desde que se resolva e desenvolva os assuntos da vida e o critico, não podemos ter certeza dessa luz que indica para onde estamos a ir. Isso está em construção, e não pelos poderosos do planeta, mas pelo silencioso poder social ao qual tu pertences. Ainda não sabemos para onde vamos, mas estamos muito mais próximos dessa re-evolução. Nesta semana, alguns desesperam-se porque associam a pausa à pobreza, depressão, solidão ou perda de tempo. Mas, na verdade, tentar preservar o normal do passado é o que distorce a verdade verdadeira: Não é o fazer para produzir, nem importar a maneira como produzimos, nem trabalha como o modelo diz, é que não funciona em tempo de crise. Mas é assim que desenvolvemos novas tarefas e formas de associação, colaboração e participação que trazem alegria e bem-estar pessoal para os outros, sem ter que passar pela submissão, força, pressão ou ameaça para aqueles que ainda acreditam que ganham dinheiro para apenas pagar as dívidas é a maneira certa de viver. Já superamos os feudos administrativos da Idade Média, por enquanto, de uma vez por todas, para superar os feudos da escravidão, continuando a acreditar que é apenas o vírus que ameaça a vida. A vida já estava ameaçada pela maneira opressiva em que acabamos por viver para pagar aqueles que nos endividam novamente.

É uma semana em que, no meio dos jogos, comportamentos superficiais, idiotices causadas ​​por explosões de gargalhadas ou actos de leviandade, onde as idéias que funcionam para o teu amanhã aparecem, apenas se tu ousares acreditar na natureza colaborativa e participativa das equipas, de aliados, de conglomerados. A idéia de saber que existem outras pessoas que se atreveriam a iniciar um empreendimento contigo dá-te esses segundos que podem marcar um começo na tua vida. O resto dependerá do teu medo que ainda carregas como forma de acreditar na vida. Nesta semana, há um pequeno momento em que tu és a centelha que permite explodir imaginativamente e construir tudo de novo. Sozinho simplesmente não chegas a lugar nenhum. É em alianças, cooperativas de cooperação e valor, a maneira pela qual são construídos os novos mapas cheios de planos.

Semana para ver os teimosos caírem no pântano da sua teimosia. E se és, espero que tenhas a humildade de salvar a tua honra, pedindo desculpas em conformidade. É mais fácil colaborar com uma pessoa teimosa quando ela aceita o seu erro do que quando ela insiste em dar uma bofetada na lama. Assim, vemos erros nos líderes, confusões nas instruções, confrontos resultantes da falta de informações e uma hierarquia que mostra a sua fraqueza e o verdadeiro local dos assuntos pessoais, de trabalho, organização, nação e continente. Semana para nos surpreendermos com as notícias da situação real. A realidade fica nua hoje em dia como resultado do erro de alguém que não sabe ser um líder e apresenta o que no final nos ajudará a encontrar um caminho. Não será uma pessoa que nos guia para o abrigo e a prosperidade, mas será empoderamento social. Será entre todos nós, através da intuição que começamos a encontrar palavras em cada um de nós, que se sentirão no tempo para onde devemos ir ou onde encontraremos as saídas, embora as saídas nem sempre sejam vantajosas ou amigáveis. São saídas que, por sua vez, são entradas para o novo tempo desconhecido. Possivelmente em 10 dias mais teremos novas opiniões, novas informações e, acima de tudo, novas imagens mais limpas para perceber que estamos a caminhar para um novo local.

Semana para apreciar os sentimentos com certa infantilidade daquele que gostam de brinca. Semana para desfrutar da inocência e deixar as fantasias e as criancices fluírem para relaxar e encontrar essência nos sentimentos. Semana de imaginação e risos entre amigos, colegas, conhecidos e casais. Estamos em tempos onde encontramos no jogo uma maneira de nos distrairmos e começar a sentir sentimentos de outras maneiras. Estamos a no habituar e tentar novas forma de ter amizades, onde os sérios, instruídos, tensos e angustiados não são convidados a pertencer ás novas formas de participar. Humor e leveza são explorados para aprender novas maneiras de sentir. A semana do sorriso está a chegar, pelo menos ganhamos a energia que renova a alma.

Semana para encontrar nos intervalos, cantos da beleza, lugares com luz bonita, textos que nos emocionam ou sensibilizam, melodias que nos atraem, cores que se destacam, objetos que enchemos de magia e poder. Tudo nestes dias torna-se sensível. Mas sensível não é tristeza, é a sensibilidade que entusiasma. Estamos a descobrir um valor mais profundo da beleza como um mecanismo para fazer contato com essa sensibilidade, essa sabedoria, essa intuição que às vezes ofusca o medo e a incerteza. Nesta semana, percebes que a beleza é a maneira pura e diária de falar com o divino e o invisível. Tudo saiu dos templos e dos altares majestosos para ir ao simples e puro nos teus cantos favoritos. Está na beleza do silêncio e da carícia, na paisagem, nas tuas plantas, nos teus objetos cheios de magia, na beleza da luz, o que tu começas a perceber como o modo de falar com Deus. Insisto na ordem e na beleza, mas apenas quando entendes a beleza, não como a beleza é imposta a ti. Cada um tem o seu, para que nessas essências  reveles que há uma nova maneira de tocar no divino e que o divino toca teu coração.

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